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Diagnóstico rápido favorece cura da leucemia, afirma médico

Reprogramação das células a partir de procedimento inovador é possível para tipo agudo da doença, mas diagnóstico deve ser rápido

21/08/2024 às 10h12
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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A leucemia ocupa, atualmente, o 10º lugar entre os tumores mais comuns entre os brasileiros. E, para este ano, a previsão do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é de que 11 mil novos casos da doença sejam descobertos em todo o país. Essa condição é suficiente para ligar o alerta máximo diante de qualquer sintoma característico.

É o que adverte o hematologista Guilherme Muzzi, mestre em Ciências Aplicadas do Câncer e especialista em terapia Car-T Cell, um tipo de imunoterapia inovadora, que consiste na reprogramação de células de defesa para combater alguns casos de leucemia, linfoma e mieloma múltiplo. Segundo ele, esse tipo de tratamento traz esperança para pacientes com leucemia resistente que não tem mais chance com a terapia padrão atual.

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Muzzi chama a atenção principalmente para a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) e a Leucemia Mieloide Aguda (LMA), que avançam mais rapidamente no organismo, a partir da produção de glóbulos brancos anormais, comprometendo a quantidade de glóbulos vermelhos e plaquetas, responsáveis pelo transporte de oxigênio e pela coagulação do sangue.

“A versão aguda da doença é a mais grave, e merece toda a precaução por parte do paciente. Quanto antes ele procurar por ajuda médica, mais rapidamente ele poderá se submeter a tratamentos eficazes e, quando indicado, aos inovadores, como é o caso do Car-T Cell”, explica.

“Os principais sintomas da leucemia aguda são a anemia, sangramentos recorrentes, infecções, palidez e fadiga. É preciso observar primeiro essas ocorrências, porque o diagnóstico precoce viabiliza tratamentos muito positivos. Com uma boa dose de conscientização a respeito da própria doença, é possível livrar-se das células cancerígenas fortalecendo o próprio organismo”, pontua.

Taxa de mortalidade

O hematologista chama a atenção para o fato de que a leucemia aguda não está entre as mais letais entre os cânceres. Seu índice de mortalidade é de três óbitos a cada 100 mil brasileiros. O número é aquém, por exemplo, do câncer de pulmão, cuja taxa em 2020 foi de 15,6 para cada 100 mil homens e de 11,65 entre a mesma quantidade de mulheres. Já o câncer de mama leva 16,47 mulheres no mesmo comparativo, enquanto o câncer de próstata faz 15,3 vítimas por 100 mil homens.

“A leucemia está longe de ser uma doença simples de lidar. Ela tem sua mortalidade, mas o tratamento que temos em vista atualmente, especialmente pela reprogramação celular, nos faz ter esperança de que seu índice diminua. Mas é necessário mais consciência das pessoas de buscarem ajuda médica no tempo certo. É possível vencer a doença”, sentencia Guilherme Muzzi.

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