
A narrativa de questionamento às urnas eletrônicas perdeu intensidade no debate público nos últimos meses, mas seus efeitos permanecem visíveis no eleitorado brasileiro. É o que mostra um levantamento inédito da Genial/Quaest, realizado entre os dias 5 e 9 de fevereiro com 2.004 eleitores em 120 municípios do país e reportado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
O estudo investigou o grau de confiança da população no sistema de votação ao perguntar se o entrevistado concordava com a afirmação “As urnas eletrônicas são confiáveis”. O resultado indica que 53% dos brasileiros concordam com a frase. Ainda assim, 43% afirmaram não confiar nas urnas um percentual expressivo, que se aproxima da metade do eleitorado.
Maioria confia, mas divisão é significativa
Embora a maior parte dos entrevistados declare acreditar na confiabilidade do sistema eletrônico de votação, o índice de desconfiança chama atenção. O dado sugere que o discurso crítico às urnas, intensificado sobretudo no período eleitoral anterior, deixou marcas duradouras na percepção de parte da população.
O percentual de 43% que não confia no sistema revela uma divisão relevante na opinião pública, indicando que o tema continua sensível mesmo fora do período eleitoral.
Recorte religioso e regional
A pesquisa aponta diferenças significativas quando analisados segmentos específicos. Entre os eleitores evangélicos, o cenário se inverte: 52% afirmam não considerar as urnas eletrônicas confiáveis, enquanto 44% dizem confiar no sistema.
No recorte regional, a divisão também se mostra equilibrada em algumas áreas do país. No Centro-Oeste e no Sul, os resultados indicaram empate entre os que confiam e os que desconfiam das urnas eletrônicas, evidenciando um ambiente de opinião polarizada.
Fonte: Orla Noticias
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