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Paciente do HCM supera limitações e vive o sonho de conhecer a Catedral da Sé

A ação integra a Política de Humanização do HCM e reflete o vínculo criado ao longo do tratamento. Regina enfrenta uns lúpus ativo desde uma crise ...

29/11/2025 às 12h20
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
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Foto: Reprodução/Secom Maranhão
Foto: Reprodução/Secom Maranhão

“Queria conhecer a Catedral. Mas tenho muitas limitações e, sem eles, seria muito difícil”. O depoimento de Regina de Fátima dos Reis, 36 anos, resume o impacto do passeio terapêutico realizado na quinta-feira (27).

Moradora de Pirapemas, ela vem ao Hospital Carlos Macieira (HCM) há seis meses para tratar o lúpus, uma doença crônica autoimune, e expressou para os profissionais da unidade, o desejo de visitar a Catedral Metropolitana de São Luís. A equipe do hospital transformou o pedido em um encontro de fé, acolhimento e cuidado.

A ação integra a Política de Humanização do HCM e reflete o vínculo criado ao longo do tratamento. Regina enfrenta uns lúpus ativo desde uma crise após a Covid-19, em fevereiro de 2025.

Quando começou o acompanhamento, relata que o adoecimento dificultava atividades básicas e o cuidado com o filho Miguel, de nove anos. Hoje percebe melhora, pois voltou a algumas tarefas domésticas, tem menos cansaço e recuperou parte da autonomia perdida. O passeio reforça essa retomada.

Como católica, Regina sonhava em conhecer a história da Catedral. Durante a visita, ela foi presenteada com uma miniatura da Igreja de Nossa Senhora da Vitória, entregue pelo funcionário da Catedral, Manoel Viana, que afirmou ser esta a primeira visita organizada com esse perfil.

A paciente esteve acompanhada por uma equipe multiprofissional do hospital até o Centro Histórico. Para Regina, a chegada à Catedral marcou a realização de um sonho simples, mas carregado de significado, já que a doença e suas internações mensais limitam o acesso a outros espaços da capital.

A psicóloga Patrissandra Corrêa explica que a saída terapêutica amplia a segurança emocional e aproxima quem cuida e quem é cuidado. Ela destaca que esses momentos fortalecem o vínculo entre pessoa em tratamento, família e equipe. “Com esse fortalecimento, aumentam as chances de adesão ao tratamento e a mobilização de recursos internos importantes para lidar com um adoecimento que provoca impactos emocionais, sociais e físicos”, frisou Corrêa.

O Hospital Carlos Macieira, unidade de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde, desenvolve ações que buscam integrar cuidado clínico e apoio emocional às pessoas em tratamento prolongado. 

Lúpus
O lúpus é uma condição autoimune, crônica e inflamatória que faz o sistema imunológico atacar tecidos saudáveis, podendo afetar diferentes órgãos. O tratamento contínuo exige monitoramento, acompanhamento regular e suporte emocional,  dimensões que o HCM trabalha para garantir em cada etapa do cuidado.

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