
O Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc) lançou nesta quarta-feira (14) o novo Boletim de Conjuntura Econômica Maranhense, que apresenta um panorama atualizado do desempenho econômico do estado, com destaque para o crescimento robusto da atividade econômica em 2025.
De acordo com o boletim, a economia maranhense registrou crescimento de 4,2% no terceiro trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior, acumulando alta de 3,9% até setembro. Diante desse desempenho, a projeção de crescimento para o ano foi revisada para 4,0%, impulsionada principalmente pelo setor da Indústria, que avançou 8,8% no terceiro trimestre, com expectativa de crescimento anual de 3,6%.
Segundo o presidente do Imesc, Dionatan Carvalho, o resultado positivo da economia maranhense reflete o desempenho dos setores primário e secundário.
“O crescimento de 4,2% da economia estadual foi impulsionado principalmente pelos setores primário e secundário. A indústria avançou 8,8% no trimestre e apresentou crescimento ainda mais expressivo no acumulado do ano. Esses segmentos foram determinantes para o bom desempenho da economia maranhense, que ficou acima do resultado nacional e da média regional”, afirmou.
A Agropecuária também apresentou resultados expressivos, com expansão de 19,2% no terceiro trimestre e de 9,1% no acumulado de janeiro a setembro, refletindo o bom desempenho da safra de grãos e o dinamismo da pecuária maranhense.
No comércio exterior, as exportações do Maranhão somaram US$ 4,7 bilhões até novembro, mantendo o complexo soja como principal produto exportado. Já os investimentos públicos cresceram 40,7% no acumulado até outubro, alcançando R$ 3,8 bilhões, com destaque para aplicações nas áreas de transporte, urbanismo e educação.
O presidente do órgão também reforçou a importância do desempenho das exportações para a economia estadual. “As exportações maranhenses somaram US$ 4,7 bilhões e já ultrapassam US$ 5 bilhões com os dados de dezembro. Estados Unidos e China são os principais parceiros comerciais, com destaque para o setor primário, responsável por mais de US$ 2 bilhões desse total”.
Em relação à inflação, medida pelo IPCA, São Luís acumulou variação de 3,44% no ano, abaixo da média nacional de 3,92%. Em novembro, a capital maranhense registrou deflação de 0,05%, indicando contenção dos preços no curto prazo.
O boletim também aponta avanços no mercado de trabalho. A taxa de desocupação no Maranhão caiu para 6,1% no terceiro trimestre, a menor entre os estados do Nordeste. A população ocupada cresceu 3,6%, totalizando 2,7 milhões de pessoas, enquanto o emprego formal gerou 33,9 mil vagas até outubro, com contribuições de todos os setores da economia.
Para o presidente do Imesc, o volume expressivo de investimentos em curso no estado sustenta a projeção de continuidade do crescimento econômico em ritmo superior à média nacional. Esse cenário é atribuído à política de atração de investimentos adotada pelo Governo do Estado, priorizada pelo governador Carlos Brandão.
O boletim completo está disponível no site do Imesc ( www.imesc.ma.gov.br ), com informações detalhadas sobre crédito, financiamento imobiliário e investimentos públicos e privados no estado.
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