Segunda-feira, agosto 15, 2022

Trânsito de Palmas acumula mais de 40 mortes em acidentes no ano; imprudência é a maior causa

Nesta semana dois homens morreram após carro sair da pista e bater em árvore na avenida Teotônio segurado. Em 2019, durante todo ano, foram 55 mortes no trânsito de Palmas.

Dados do Projeto Vida no Trânsito apontam que 43 pessoas morreram vítimas de acidentes de trânsito em Palmas, em 2019. No ano passado, foram 55 vítimas. Uma das vias que mais requer atenção é a Teotônio Segurado, onde a velocidade máxima permitida é de 70 km/h, e onde ocorrem muitas mortes todos os anos.

A última batida aconteceu na segunda-feira (18), perto de uma faculdade particular. Uma picape saiu da pista e bateu em uma árvore, causando a morte de dois homens, que ficaram presos às ferragens.

Em outubro foram três mortes em um mesmo cruzamento que dá acesso ao aeroporto de Palmas, no Aureny III. Uma das vítimas foi Romildo Barbosa da Silva, de 43 anos. No mesmo local, semanas antes, Elane Maria Trindade Luz, de 25 anos, que estava grávida, e o marido Marcelo Gomes Rodrigues, 21 anos, sofreram um acidente e também não sobreviveram.

Após estas três mortes, os moradores fizeram um protesto na região e a prefeitura resolveu fazer mudanças no trânsito do local.

O perito de trânsito Fernando Gomes Pinto explica que as principais causas para as mortes em acidentes de trânsito são imprudência e negligência. “Muitas vezes desobedecendo as normas de circulação, as placas de sinalização ou até mesmo o desconhecimento das normas legais”, explicou.

Na Teotônio está sendo instalado um semáforo no cruzamento com LO-33. Na mesma avenida, existe a previsão de instalação em mais dois pontos. No cruzamento com a LO-29 e no cruzamento perto da Polícia Federal, na região norte do estado.

“Semáforo é importante, mas o pessoal avança do mesmo jeito e não salva a vida direto, não. O que salva vida é a prudência”, disse a agente de trânsito Júnia Ferreira.

Lidar com a imprudência faz parte do cotidiano dos motoristas, que dirigem com receio. “Não era uma avenida para ter tanto acidente, mas a imprudência tá demais”, disse a professora Iara Rodrigues.

“A gente tem que dirigir pra gente e para os outros porque aqui é muito perigos mesmo, as pessoas não respeitam”, afirmou Elizabeth Miranda, funcionária pública.

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