Quarta-feira, agosto 10, 2022

Perícia confirma que vice assinou promissória de R$ 6 milhões pela morte do prefeito de Novo Acordo

 

Nova análise foi feita a pedido da própria defesa do vice-prefeito Letim Leitão. A tentativa de assassinato contra Elson Lino de Aguiar aconteceu em janeiro deste ano

A segunda perícia realizada pelo Instituto de Criminalística concluiu que o vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR), realmente assinou uma nota promissória, no valor de R$ 6 milhões, que teria sido entregue como garantia de pagamento pela morte do prefeito Elson Lino de Aguiar (MDB). A tentativa de assassinato aconteceu em janeiro deste ano.

O resultado tinha sido apontado por uma primeira perícia. Só que a defesa do vice-prefeito solicitou e pagou por uma nova análise da nota promissória. Essa nova perícia atestou mais uma vez a veracidade da assinatura de Leto Moura Leitão Filho no documento.

O atentando contra o prefeito, conhecido na cidade como Dotozim, foi no dia 9 de janeiro. Ele levou três tiros, inclusive um na cabeça, mas recebeu alta após alguns dias internados no Hospital Geral de Palmas. O crime teria sido encomendado pelo vice-prefeito.

A investigação apontou que o crime deveria ser realizado ainda no final de 2018, mas não foi possível. “O vice-prefeito fez outra proposta no valor de R$ 6 milhões, inclusive com uma nota promissória, segundo o próprio Paulo, assinada pelo vice-prefeito. Se a polícia chegasse a autoria do crime, Paulo blindaria a participação do vice-prefeito, ou seja, ele assumiria a responsabilidade pelo crime”, explicou o delegado Diogo Fonseca.

A segunda perícia comparou a assinatura do documento com uma assinatura colhida na presença do próprio advogado de defesa quando o vice-prefeito estava preso na Cada de Prisão Provisória de Palmas.

 

 Nota promissória assinada pelo vice-prefeito de Novo Acordo — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Nota promissória assinada pelo vice-prefeito de Novo Acordo — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O Letim Leitão e outros três suspeitos de envolvimento no crime foram presos, mas a Justiça mandou soltá-los no último mês de agosto. Apenas o atirador confesso, Gustavo Araújo da Silva, deve continuar na cadeia até o fim do julgamento.

Os investigados foram interrogados pela Justiça no começo de agosto, mas a Justiça ainda não decidiu se eles devem ou não ir a Júri Popular.

O caso

O vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR), foi preso em flagrante como suspeito de encomendar o atentado contra o prefeito, Elson Lino de Aguiar (MDB). O atentando contra o prefeito, conhecido na cidade como Dotozim, foi no dia 9 de janeiro. Ele levou três tiros, inclusive um na cabeça, mas já recebeu alta do hospital.

Além dele, foi também foi capturado Gustavo Araújo da Silva, suspeito de ser o executor do atentado. Inicialmente, eles teriam combinado um pagamento de R$ 10 mil pelo crime, mas o depósito não chegou a ser feito. Também foi preso o empresário Paulo Henrique Sousa, suspeito de fazer a intermediação entre o político e Gustavo.

A Polícia Civil concluiu as investigações e disse que o crime estava planejado para acontecer antes do Natal de 2018, mas a ação não deu certo. A motivação teria a ver com desentendimentos a respeito da divisão de propinas na cidade. Os dois políticos sempre negaram a participação em qualquer esquema de corrupção

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