Sábado, agosto 13, 2022

Pacote neoliberal de Moreno e rebelião popular marcam fim da estabilidade política no Equador

Depois de um período estável, com a chegada ao poder do ex-presidente Rafael Correa em 2007, o Equador volta a viver um quadro de instabilidade política, com o fim da Revolução Cidadã, a traição de Lenin Moreno ao seu antecessor e a gestão neoliberal do governo

O Equador volta a viver um quadro de instabilidade política, com o fim da Revolução Cidadã, a traição de Lenin Moreno ao seu antecessor e a gestão neoliberal do governo.  

Após mais de uma semana de protestos, uma verdadeira rebelião popular contra o pacote econômico neoliberal do governo de Lenin Moreno, o Equador volta a mergulhar na crise política. 

O governo reprimiu manifestantes, decretou o estado de emergência, toque de recolher e transferiu sua sede para fora da capital.   

Os protestos eclodiram após o anúncio do presidente Lenin Moreno de pôr fim aos subsídios aos combustíveis. Em várias cidades do país, especialmente na capital Quito, o povo saiu às ruas para exigir a revogação do pacote econômico.   

As medidas neoliberais do pacote foram impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que exige a redução dos gastos públicos e o aumento das receitas do Estado.   De 1996 a 2007, o Equador teve sete presidentes. Três foram derrubados, um demitido pelo Congresso Nacional, outro ocupou o cargo como interino e outros três governaram apenas a parte final do mandato.    

A chegada de Rafael Correa pôs fim a essa instabilidade, sendo eleito pela primeira vez em 2007 e reeleito em 2009 e 2013, o que fez dele o presidente com o mandato mais longo e ininterrupto da história do Equador.  

A verdade é que o país manteve uma estabilidade política durante o tempo em que Correa estava no comando do governo. Até o atual presidente chegou ao poder porque foi indicado por Correa e pertencia ao seu partido, o Alianza País. 

Portanto, após as últimas eleições, esperava-se que houvesse uma continuidade da Revolução Cidadã na figura de Moreno.  O atual presidente, porém, abandonou a aliança com seu antecessor, acusando-o de ter tentado promover um golpe contra ele, além da difícil situação econômica pela qual o país está passando.  

Menos de dois anos após o fim do governo da Revolução Cidadã, o Equador é mais uma vez o foco das demandas sociais por parte de um povo que exige respeito por seus direitos como cidadãos.

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