Geral Maranhão
Assassino relata à PF suposto transporte de propina para grupo ligado ao governo do Maranhão
Em depoimento, Gilbson Cutrim afirmou que teria levado dinheiro para Carlos Brandão dentro do Palácio dos Leões. Governador nega acusação e diz estar indignado; Daniel Brandão também afirma ser inocente.
18/08/2026 16h24
Por: Redação 01

Gilbson Cutrim, condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato de um empresário no Maranhão, afirmou em depoimento à Polícia Federal que teria transportado dinheiro supostamente relacionado a um esquema de corrupção para pessoas ligadas ao governador Carlos Brandão (MDB).

Segundo o relato apresentado à PF, Cutrim teria levado valores pessoalmente até a sede do governo estadual, o Palácio dos Leões. Durante o depoimento, ele afirmou que recebia o dinheiro de integrantes do grupo e que, em determinada ocasião, teria levado os valores para o próprio governador.

As declarações fazem parte de uma investigação que envolve suspeitas de corrupção e também o homicídio pelo qual Cutrim foi condenado.

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Relato sobre o homicídio

O nome de Cutrim aparece na investigação justamente em razão de sua participação no crime que resultou na morte de um empresário maranhense.

Em depoimento, ele apresentou sua versão sobre o episódio e afirmou que teria sido atraído para uma emboscada. Segundo Cutrim, Daniel Brandão, sobrinho do governador, teria participado da articulação que o levou até o local onde ocorreu o confronto.

O condenado declarou ainda que a vítima estaria armada e seria conhecida em São Luís por atuar como pistoleiro. Diante da situação, segundo sua versão, ele teria atirado primeiro e fugido do local.

Após o ocorrido, Cutrim afirmou que recebeu uma ligação de Daniel Brandão. De acordo com seu depoimento, ele teria sido questionado sobre o que havia acontecido e orientado a apagar informações relacionadas ao episódio.

O que dizem os citados

Carlos Brandão rejeitou as acusações. Em manifestação enviada ao UOL, o governador afirmou estar indignado com as declarações que o apontam como integrante ou líder de uma organização criminosa e com a alegação de que teria recebido dinheiro de um criminoso dentro do Palácio dos Leões.

Brandão classificou as acusações como inadmissíveis e negou envolvimento com as irregularidades mencionadas no depoimento.

Daniel Brandão também negou as acusações apresentadas por Cutrim. Em nota, declarou sua inocência e afirmou confiar no esclarecimento dos fatos pelas autoridades competentes.

O sobrinho do governador também informou que permanece à disposição da Justiça e das autoridades para prestar esclarecimentos, ressaltando que já teria se colocado espontaneamente à disposição para ser ouvido no processo.

As acusações apresentadas no depoimento ainda dependem de apuração pelas autoridades. As versões dos envolvidos são distintas, e os citados negam as acusações feitas por Gilbson Cutrim.