Domingo, agosto 14, 2022

Mulher é presa suspeita de matar policial da reserva do RS em Passo de Torres

Adaílson dos Santos Cardoso, de 50 anos, foi atingido por um tiro na nuca enquanto dirigia.

Um tenente da reserva da Brigada Militar foi morto com um tiro na nuca em Passo de Torres, no Sul catarinense. O crime ocorreu na madrugada de quarta-feira (18), por volta de 1h30, no bairro Alto Feliz. A principal suspeita é uma mulher de 33 anos. Ela foi presa em flagrante e teve a prisão preventiva decretada após audiência de custódia.

A vítima, identificada como Adaílson dos Santos Cardoso, de 50 anos, era natural de São João do Sul, também em Santa Catarina, e atuou por anos na Brigada Militar de Torres (RS). Ele morava em Passo de Torres, município localizado na divisa com o estado gaúcho.

Segundo a polícia, o policial e a mulher estavam dentro do carro quando ele foi atingido pelo disparo enquanto dirigia. Adaílson perdeu o controle do veículo, que colidiu no muro de uma casa. Os moradores do imóvel acionaram a Polícia Militar após ouvir o barulho da batida.

Brigadista da reserva do Rio Grande do Sul morava em Passo de Torres, no Sul de SC — Foto: Reprodução/NSC TV

Investigação

De acordo com o delegado André Coltro, a suspeita foi localizada por volta das 2h30, após relato de testemunhas. “Houve a colisão e eles viram ela saindo do carro. Não reconheceram, mas deram pistas que nos ajudaram a identificar quem seria a suspeita e pra onde teria ido. A partir daí, foi dada a sequência até encontrar ela na casa da mãe dela”, afirmou.

No imóvel, havia roupas sujas de sangue e foram encontrados R$580 dentro da lavadora de roupas. Conforme o delegado, ela teria justificado que as notas estavam sujas de sangue.

“Ela tentou fazer parecer que estava dormindo [quando os policiais chegaram na casa], mas tinha fogo na churrasqueira. Ela tinha colocado fogo nas roupas que ela usou. Parte das roupas foram queimadas, inclusive. O celular da vítima também estava na churrasqueira queimando, a chave do veículo, e tinha mais alguma coisa que não foi possível identificar, porque o fogo estava alto”, explicou.

A arma utilizada no crime ainda não foi localizada, de acordo com o delegado. Mas, segundo ele, a polícia acredita que ela seja do próprio policial, pois o calibre é o mesmo dos cartuchos encontrados no local do crime.

A relação entre o policial e a suspeita, assim como a motivação do crime, estão sendo investigadas pela Polícia Civil. Conforme Coltro, a mulher não era companheira, nem namorada de Adaílson.

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