Foi realizado, nesta quarta-feira, 23, o 1° Webinar do Sistema Integrado de Operações (Siop) da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) sobre violência doméstica e familiar contra a mulher. Com uma hora e meia de duração, a videoconferência abordou questões como a melhor forma de atender as vítimas desse tipo de violência e seu acolhimento durante o atendimento prestado pelos representantes das forças de segurança pública que integram o Siop.

Na avaliação do diretor do Siop, delegado Ricardo Real, o evento cumpriu seu papel, pois oportunizou a discussão acerca desse atendimento e esclareceu dúvidas.

O 1º Webinar foi aberto com as palestras da delegada-chefe da 2ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Taquaralto, Cínthia Nakayana; e pelo delegado adjunto Ibanez Ayres da Silva Neto. Eles abordaram a Lei Maria da Penha e fizeram uma correlação com o dia a dia na unidade policial. A delegada pontuou que é na Delegacia que os fatos são devidamente analisados, para que sejam feitos o enquadramento na lei e os procedimentos pertinentes para a efetiva investigação e solução dos casos.

Em seguida, a delegada-chefe da 1ª Deam-Centro, Lorena Oyama; e a comandante da Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar, capitã Flávia Roberta Pereira de Oliveira, responderam aos questionamentos e às perguntas apresentados pelos servidores do Siop. A capitã informou sobre como é realizado o trabalho da Patrulha de Maria da Penha. Ressaltou que, há dois anos, a Patrulha vem atuando e com bons resultados e falou da importância da rede de acolhimento e proteção à mulher.

A delegada Lorena Oyama, por sua vez, esclareceu sobre as possibilidades de ocorrências em que possam existir dúvida pela Polícia Militar quanto ao enquadramento. Ressaltou que em ocorrência com mulher envolvida, o caso deve ser encaminhado para a delegacia para que possam ser tomadas as providências pertinentes quanto à realização de perícia, oitiva de testemunhas e demais colheita de provas. Este procedimento, segundo ela, deve ser feito mesmo que depois se conclua que os fatos não estão relacionados à Deam e o procedimento seja encaminhado a outra Delegacia de Polícia.