Quinta-feira, agosto 11, 2022

IBGE divulga PIB do 3º trimestre nesta terça; mercado vê ritmo ainda fraco

Maioria das estimativas apontam para um crescimento entre 0,4% e 0,5% no 3º trimestre, segundo levantamento do G1. Dados oficiais serão divulgados nesta terça-feira (3).

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta terça-feira (3) o Produto Interno Bruto (PIB) do país referente ao terceiro trimestre. Segundo economistas e analistas, os dados devem trazer uma alta entre 0,3% e 0,66% os três meses anteriores, quando a economia teve uma expansão de 0,4%.

Se esse resultado for confirmado, a economia brasileira deve seguir em trajetória de recuperação, mas em ritmo ainda fraco, sustentada por um maior consumo das famílias, em meio a um cenário de juros mais baixos, inflação controlada e expansão do volume das operações de crédito.

Das 14 consultorias e instituições financeiras consultadas, 9 esperam uma alta entre 0,4% e 0,5% para o terceiro trimestre. Para o resultado de 2019, 7 das 14 consultorias ainda estimam um avanço abaixo de 1%, e outras 7 preveem uma alta de 1% ou 1,1%. Portanto, provavelmente abaixo do abaixo do desempenho registrados nos 2 anos anteriores. Já para 2012, 12 delas projetam um crescimento de, no mínimo, 2%.

Mas afinal, a economia melhorou ou não no 3º trimestre?

Por conta das possíveis revisões dos resultados anteriores, ainda há dúvidas se o resultado do PIB do 3º trimestre será maior ou menor que o do 2º trimestre.

Para o economista Thiago Xavier, da consultoria Tendências, a economia apresentou ritmo de crescimento semelhante ao registrado no 2° trimestre. “A nossa análise é calcada nas projeções para o período tanto na métrica interanual [0,9% no 3º trimestre ante 1% no 2º trimestre] como margem dessazonalizada [0,3% no 3º trimestre ante 0,4% no 2º trimestre]”, afirma.

Segundo o economista da Austin Rating, Alex Agostini, os dados preliminares do 3º trimestre indicam que as bases de comparação já estão se recompondo. “Não dá para soltar rojões, mas é possível comemorar. Portanto, o crescimento daqui em diante, ainda que em nível baixo para um país emergente, já é um sinal muito positivo”, afirma.

A avaliação geral é que, independentemente do percentual de crescimento no período de julho a setembro, a economia brasileira chega na reta final do ano com perspectivas melhores que as que se tinha nos primeiros meses do ano, quando parte do mercado chegou a temer inclusive o risco de uma recessão técnica, caracterizada por duas retrações trimestrais seguidas.

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