Segunda-feira, agosto 15, 2022

Falta de vacinadores provoca filas nas unidades de saúde

Em Lages, contabilizando com aqueles que estão de licença ou de férias, hoje há 29 vacinadores, porém o ideal seria, em média, 50. A falta desses profissionais provoca sobrecarga nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de certos bairros e principalmente na Vigilância epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde.

Para ser vacinador, além de ser enfermeiro ou técnico em enfermagem, é preciso passar por uma capacitação. Odila Waldrich, Secretária de Saúde de Lages, confirmou essa falta de vacinadores na cidade e explicou que a capacitação é oferecida pela Divisão de Vigilância Epidemiológica do Estado, mas são apenas quatro vagas de vacinadores para Lages. “Quatro vagas para Lages é muito pouco, não supre a demanda.”

Conforme o último censo, realizado em 2010, Lages tem 156.727 habitantes. Segundo Odila, são aproximadamente 300 pessoas vacinadas por dia, sendo que há 27 UBS dentro do município, mas  apenas 23 salas de vacinação. Ou seja, em algumas unidades a demanda acaba sendo muito grande, o que gera sobrecarga.

A técnica em enfermagem e vacinadora, Karine Souza,  da unidade básica que atende os bairros São Cristóvão e Sagrado Coração de Jesus, comenta que precisa ter no mínimo dois vacinadores por unidade, por dois motivos, não haver sobrecarga e caso um tire licença ou férias, tenha alguém para atender ao público.

“Vacino pessoas de outros bairros, como Universitário, Coral e Centro e tem dias que sobrecarrega. Os pacientes não entendem isso. Também não posso me ausentar, pois sou apenas eu de vacinadora aqui.”

Odila explica, que para o problema ser solucionado, é preciso que o Estado abra mais vagas para o município e que não seja apenas para efetivos. “Tem algumas salas que já estão fechadas por falta de vacinador, uns estão de férias e outros de licença médica. O estado precisa abrir capacitações com mais frequência e com número maior de candidatos.”

Outro dilema que a Secretaria da Saúde enfrenta, é que alguns dos contratados não passaram no concurso seletivo. E se não há vacinadores, é preciso fechar a sala de vacinação da unidade.

“E não posso obrigar eles a serem vacinadores, pois não é inerente ao cargo de técnico de enfermagem, é uma capacitação e responsabilidade extra.”

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