Domingo, agosto 14, 2022

Estados preparam 100 privatizações; governo quer ‘colchão’ para aliviar alta de combustíveis

O Estado de S.Paulo revela, em sua reportagem principal, que governadores de 13 estados brasileiros têm ao menos 100 projetos de privatizações, concessões e parcerias público-privadas preparados com o intuito de aliviar as contas públicas em 2020.

Levantamento do jornal mostra que os governos estudam vender linhas de metrô, de ônibus, estádios, mirantes e zoológicos. O setor com o maior número de ativos disponíveis para privatização nos estados é o de transportes, com 22 ofertas no total.

De acordo com o matutino paulista, o governo de São Paulo pretende leiloar, nesta quarta-feira (8), a concessão de 1,2 quilômetros de rodovia entre os municípios de Piracicaba e Panorama. O vencedor terá de investir R$ 14 bilhões no período de 30 anos.

Ao todo, a gestão do governador João Dória (PSDB), em São Paulo, tem 21 projetos que podem ser licitados até o final de 2020. A expectativa é de que gerem investimentos de até R$ 40 bilhões. “Estados querem vender de empresas a mirantes e zoológicos”, revela a manchete do Estadão.

Alta dos combustíveis

Em seu texto principal, O Globo informa que o governo federal estuda um mecanismo de compensação para variação dos preços dos combustíveis mecanismo de compensação dos preços dos combustíveis. Uma das ideias em estudo, de acordo com o jornal, é a adoção de um fundo de compensação, ao qual seria destinada parte da arrecadação com a alta do petróleo.

O objetivo, segundo o matutino, é evitar que as altas nos valores internacionais do petróleo, com a escalada da tensão no Oriente Médio, afetem o consumidor no Brasil.

De acordo com o Globo, o governo Bolsonaro também avalia propor aos estados mudanças no ICMS, que incide sobre gasolina e diesel, numa tentativa de criar um “colchão” para os preços dos combustíveis.

As medidas foram debatidas nesta segunda-feira (6) durante uma reunião na sede do ministério de Minas e Energia, em Brasília, com a participação de Jair Bolsonaro.

A alta no petróleo acontece após a morte do general iraniano Qassem Soleimani em um bombardeio americano em Bagdá. “Governo avalia ‘colchão’ para compensar alta do petróleo”, diz a manchete do Globo.

Bolsa Família

Em sua reportagem principal, a Folha de S.Paulo informa que o governo teve de usar parte da verba das aposentadorias e pensões para conseguir pagar o 13º salário a beneficiários do programa Bolsa Família. A manobra ajudou o presidente Jair Bolsonaro a cumprir sua promessa de campanha.

Houve o remanejamento do Orçamento no final de 2019 para atender aproximadamente 1 milhão de famílias no mês de dezembro. Às vésperas do fim do calendário de pagamento, segundo a Folha, o ministério da Economia fez um ajuste que elevou o Orçamento em quase R$ 500 milhões, valor destinado ao Bolsa Família.

O matutino paulista lembra que, em novembro do ano passado, havia um buraco no orçamento do Bolsa Família, que atende pessoas em situação de extrema pobreza. Em dezembro, a cobertura atingiu o menor patamar de 2019: 13,1 milhões de famílias. “Governo tira da Previdência e paga 13º do Bolsa Família”, sublinha a manchete da Folha.

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