Quarta-feira, agosto 10, 2022

Eleição suplementar em Pugmil deve custar mais de R$ 52 mil; Votação será no próximo domingo

Ex-prefeita e vice foram cassados por captação ilícita de recursos na campanha de 2016. Pouco mais de 1,7 mil eleitores devem ir às urnas e diplomação do político escolhido deve ser no dia 14 de fevereiro.

 

A Eleição Suplementar que vai escolher o novo prefeito de Pugmil, município da região central do Tocantins, deve custar mais de R$ 52 mil aos cofres públicos. A votação entre três candidatos será no próximo domingo (2) e 1.751 eleitores devem ir às urnas.

A cidade vai ter dois locais de votação e a diplomação do político escolhido será no dia 14 de fevereiro. A posse é imediata.

A votação vai ocorrer porque a ex-prefeita Maria de Jesus Ribeiro (PPS) e o vice Elton Coelho (PTB) foram cassados por captação ilícita de recursos durante a campanha eleitoral de 2016. A decisão foi dada pelo Tribunal Superior Eleitoral. “Houve a configuração de abuso de poder econômico e captação ilícita de recursos. Popularmente conhecida como Caixa 2”, explicou Regina Bezerra, secretária judiciária do TRE.

Eleições e custos

Em pouco mais de um ano o Tocantins terá a terceira eleição suplementar. Além dos crimes que geraram os afastamentos e anulações dos mandatos, os moradores ficam indignados com os gastos para a realização das votações.

É que em dezembro de 2018 Sandolândia precisou eleger prefeito e vice. Na época foram gastos R$ 47,4 mil. Em Lajeado a votação foi em dezembro de 2019 e custou R$ 53,9 mil. Como 2020 é ano de eleição municipal, os moradores destes municípios terão que votar novamente em outubro. Em Pugmil serão duas eleições em um único ano.

“A partir do momento que é definido que vai ser realizada uma eleição suplementar o TSE disponibiliza o crédito do seu orçamento e a Justiça Eleitoral realiza essa eleição. Se o candidato deu causa a anulação dessa eleição é possível que ele tenha que reembolsar essa despesa”, disse Regina Bezerra.

A cassação

A investigação que levou à cassação da prefeita e do vice começou após dois homens ligados a campanha, um deles é filho da prefeita, serem flagrados com R$ 27 mil e material de campanha. A apreensão foi feita pela Polícia Militar dois dias antes da disputa eleitoral.

No dia do flagrante, o filho da prefeita ainda tentou se desfazer do material atirando envelopes com dinheiro, material de campanha e uma agenda para dentro da própria casa.

Durante os recursos, a defesa dos envolvidos chegou a afirmar que o dinheiro seria da venda de gado e serviria para pagar advogados, mas o ministro não aceitou os argumentos.

“Ainda que se considere que a origem dos recursos é conhecida e lícita (venda de semoventes), a aplicação desses valores na campanha eleitoral se deu em total desacordo com as normas que regem a matéria, não transitando pela conta específica para a movimentação da campanha”, diz trecho da decisão.

- Publicidade -- Publicidade -
ARTIGOS RELACIONADOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -spot_img

POPULARES