Quinta-feira, agosto 11, 2022

Economistas iniciam ano otimistas pela 3ª vez. Por que 2020 será diferente

Além da menor incerteza política, o ano de 2020 tem a seu favor a Selic mais baixa da história, que deve seguir alavancando o consumo das famílias

São Paulo — Pelo terceiro ano consecutivo, as instituições financeiras iniciam o mês de janeiro otimistas em relação à economia brasileira, traçando estimativas de que o Produto Interno Bruto (PIB) avance cerca de 2%. Nos dois anos anteriores, em 2018 e 2019, analistas de mercado trabalhavam com números parecidos, mas as expectativas rapidamente se deterioram ainda no primeiro semestre. Por que 2020 pode ser diferente?

Um ponto importante a ser considerado é que, nos últimos dois anos, o Brasil passou por um contexto mais agudo de incerteza política, o que torna as expectativas econômicas muito mais sujeitas a erro, segundo Robson Gonçalves, economista e professor da FGV. “Boa parte das previsões para 2019 foi contaminada pela volatilidade política, causada pela disputa eleitoral muito polarizada em 2018″, diz.

O Brasil dos últimos anos tem desafiado os analistas econômicos e políticos. O ano de 2016 foi consumido pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Em 2017, o vazamento da delação premiada feita pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, fragilizou o governo de Michel Temer. A greve dos caminhoneiros gerou um apagão de abastecimento na primeira metade de 2018.

No final de 2017, porém, as projeções dos analistas indicavam um crescimento de 2,7% para o ano seguinte, que já começou com o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. O PIB acabou crescendo 1,3% em 2018.

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