Quarta-feira, agosto 10, 2022

Dólar fecha em queda e volta ao patamar de R$ 4, com cenário externo positivo

Nesta sexta-feira, a moeda norte-americana recuou 0,90%, a R$ 4,0079, e foi ao menor patamar desde agosto. Na semana, dólar acumulou queda de 2,69%.

O dólar fechou em queda nesta sexta-feira (25) e voltou ao patamar de R$ 4, em dia de cena externa mais positiva diante de expectativas otimistas sobre o Brexit e com o avanço das discussões comerciais entre Estados Unidos e China.

A moeda norte-americana recuou 0,90%, vendida a R$ 4,0079. Veja mais cotações. Na mínima da sessão até o momento, o dólar chegou a R$ 3,9928. É o menor patamar de fechamento desde 16 de agosto (R$ 4,0026).

Na semana, a moeda norte-americana caiu 2,69%. Em outubro, acumula queda de 3,54%. No ano, no entanto, tem alta de 3,45%.

Variação do dólar em 2019
Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento
Em R$Dólar comercialDólar turismo (sem IOF)28/1210/121/131/111/220/21/314/325/33/412/424/046/515/524/54/613/625/64/716/725/75/814/823/83/912/923/92/1011/1022/103,63,844,24,4

20/3
● Dólar turismo (sem IOF): 3,91
Fonte: ValorPro

A notícia de que a UE concedeu a extensão do prazo para o Brexit pedido pelo Reino Unido somada à notícia da Reuters afirmando que autoridades comerciais dos EUA e da China estão “perto de finalizar” partes de um acordo ajudaram no quadro mais positivo.

“Temos uma cena externa que voltou a alimentar o otimismo no mercado. Existe uma visão de que dois dos principais impasses externos (Brexit e guerra comercial EUA-China) estão de fato caminhando e isso alimenta o viés de queda que o dólar já vinha recebendo na semana”, afirmou à Reuters Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora.

Faganello também afirmou que a proximidade dos leilões de petróleo é outro fator que tem ajudado a alimentar as expectativas de volta de fluxo de recursos ao país, valorizando o real.

Segundo a equipe de análise da Correparti Corretora, a tendência para o dólar contra o real no curto prazo ainda é de baixa, no entanto, não é possível descartar um movimento de recomposição de posições, caso o dólar volte a operar abaixo da casa dos R$ 4.

Na cena doméstica, o Banco Central informou na quinta-feira que dará sequência ao longo de novembro a leilões de dólar à vista, swap cambial reverso e swap tradicional, mantendo a estratégia de troca de instrumentos em curso desde agosto.

Nesta sessão, o Banco Central vendeu todos os 10.500 contratos de swap cambial reverso ofertados, além de 525 milhões em moeda spot (de oferta de até US$ 525 milhões).

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